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Gaslighting: Uma violência velada

Podemos definir o Gaslight como um jogo de poder, que pode existir em diferentes contextos como: ambiente profissional, relações afetivas e no ambiente familiar. (STERN, 2007)

O gaslighting é um fenômeno de difícil compreensão, especialmente pelo fato de a vítima não ter consciência sobre as agressões que sofre, pois são sutis, e ocorrem de forma gradual. Muitas vezes, as ofensas vêm disfarçadas em frases como:

“Nada disso que você está dizendo aconteceu!”,
“Sua memória está cada vez mais fraca, você não pode confiar nela…”,
“Como você está sendo exagerada!” e, é claro,
“Você só pode estar ficando louca!”

A pesssa que sofre com o Gaslighting é frequentemente colocada em dúvida sobre tudo aquilo que faz e pensa, sente-se sem esperança e desanimada. Seus pontos de vista e sentimentos são questionados e desprezados, fazendo com que a mulher acredite no que o parceiro diz sobre ela.

Geralmente, a violência contra a mulher acaba sendo encoberta por diversos fatores, tais como medo, culpa ou questões culturais, mas o Gaslighting é ainda mais perigoso porque a pessoa que o vivencia geralmente não percebe que está sofrendo um abuso, podendo causar inúmeras consequências em sua vida, baixa autoestima e até mesmo transtornos psicológicos.
Trata-se de um viés da violência psicológica que, muitas vezes, é velada, pois a pessoa acostuma-se com a vivência e não percebe que está num relacionamento abusivo.

Conforme publicação realizada no Diário Oficial Da União em 29 de Julho de 2021, foi sancionada a LEI: nº14.188, que tipifica penalmente a Violência psicológica contra a mulher.
Art. 147-B. Causar dano emocional à mulher que a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde psicológica e autodeterminação:

Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, se a conduta não constitui crime mais grave.”

É essencial que profissionais como Psicólogos e Advogados tenham conhecimento e saibam identificar os sinais do Gaslighting / Violência psicológica, para que possam orientar as mulheres que sofrem com essa violência afim de apoia lá a procurar os canais legais de amparo e proteção, evitando que outros tipos de violência ocorram.

Para conhecer os principais canais de apoio acesse:
https://selfyi.com.br/violenciacontraamulher/

Você não está sozinha.

Como você se relaciona com seus sentimentos?

Costumo apresentar aos meus pacientes uma forma, geralmente nova para muitos, de observar e se relacionar com pensamentos, sentimentos e sensações.

Hoje eu quero falar sobre sentimentos e deixarei aqui uma frase do Prof. Mooji que faz muito sentido pra mim:

“Sentimentos são apenas visitantes, deixe-os ir e vir.”

Faz sentido pra você?

Na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) utilizamos de muitas metáforas na clínica para aproximar o cliente/paciente das suas experiências.

A metáfora do céu elucida um pouco o que o Mooji diz na frase a cima, veja:

Somos como o céu e nossos sentimentos são como o clima/tempo. Haverão dias de muito sol e calor, outros com o sol tímido entre muitas nuvens, já outros predominantemente cinzas, além daqueles em que a tempestade se apresentará com muita chuva, trovões e raios. Mas note, o céu nunca muda, ele estará sempre ali, independente das circunstâncias.

Essa é uma das muitas metáfora utilizadas na clínica, e essa em especial facilita uma percepção saudável do self e das experiências internas. É muito comum clientes/pacientes chegarem na terapia em grande fusão, ou seja, se identificando de uma forma tão fundida (colada) ao que se sente que se perdem em quem “se é” e o que está sentido. Essa forma de se relacionar com sentimentos e pensamentos geralmente é fonte de grande sofrimento.

As sessões passam a funcionar de uma forma mais experiencial quando o cliente/paciente vai aprendendo novas formas de se perceber. Outro ponto importante é entender que quando se trata de sentimentos, esses serão sempre entendidos e explanados através de uma única palavra (ex: alegria, tristeza, ciúmes, raiva…).

Espero que faça sentido pra você.

Se quiser entender mais sobre a ACT e como ela nos ensina a viver uma vida mais flexível, auto compassiva e valorosa, validando a todo momento o que é ”ser humano” e todas as dores e amores que acompanham essa jornada que é: Viver, estarei disponível e disposta a te dá a mão nessa caminhada!

E lembre-se… todos os sentimentos, desde os mais agradáveis aos desagradáveis, são apensas visitantes. Deixe-os ir e vir.

Autor(a) da matéria:

Selfyi

Lisa Franco
CRP:03/22142

Relações simbióticas e a perda da individualidade

Se amo uma pessoa, ela tem de merecer meu amor de alguma maneira.

Ela merecerá meu amor, se for de tal modo semelhante a mim, em aspectos importantes, que eu me possa amar nela; merecê-lo-á também, se for de tal modo mais perfeita do que eu, que nela eu possa amar meu ideal de meu próprio eu (self), (Freud 1927 -1931).

Entregar-se desmedidamente ao outro, podendo ser esse outro objeto de amor sexual ou qualquer outra relação afetuosa, pode ocasionar ao sujeito perdas, em sua individualidade, autoestima, autonomia e autenticidade.

Se você se entregar inteiramente a alguém, o que sobrará para você? É o que ocorre com a ideia do casal fusional (Heilborn, 2004).

A relação simbiótica, a idealização do amor, a passividade e a relação de dependência emocional, podem trazer prejuízos tanto para o sujeito quanto para a relação.

Relações simbióticas quase sempre são relações unilaterais, desconfortáveis, que trazem para a relação e para os envolvidos, sentimentos de insegurança, baixa autoestima, angústia e sofrimento intenso.

É uma relação de dependência afetiva emocional que muitas vezes despersonaliza o sujeito.

Por isso, é importante que as relações com pais, irmãos, amigos, parceiros e afins sejam equilibradas, que seja possível se diferenciar, e que o sujeito consiga se ver separado desse outro sem grandes prejuízos e sofrimentos.

Fazer psicoterapia pode ajudar você a estabelecer relações mais equilibradas, trabalhando o autoconhecimento, reconhecendo e estabelecendo limites, construindo caminhos para relações saudáveis, satisfatórias e emocionalmente maduras.

Referências
O futuro de uma Ilusão, o Mal-estar na Civilização e outros trabalhos (1927 -1931)
Volume XXI – Imago

Publicação Selfyi

O que é empatia?

A empatia é considerada uma das habilidades sociais mais importantes. Por meio da empatia é possível compreender, ouvir, sentir e validar os sentimentos e experiências do outro.

Como praticar a empatia?

Procure ouvir atenta e sensivelmente. Acolher é validar o sofrimento do outro, não como se fossem seus, mas respeitando o lugar de fala e a subjetividade, e sentimentos do outro.
A dor pode até parecer a mesma que a sua, mas a intensidade e forma de senti-las varia de pessoa para pessoa. Cada pessoa é única em si.

Evite diminuir o sofrimento do outro com frases como:

Nem foi tão ruim assim;
Poderia ter sido pior;
Isso acontece com todo mundo.

Os eventos cotidianos e traumáticos afetam a cada um de forma diferente

Ser empático é um exercício constante!

Empatia Sob a ótica psicanalítica

O termo “empatia” é usado por Freud para descrever o processo de colocar-se no lugar do outro.
Em Psicologia de grupo e a análise do ego (1921), Freud liga a empatia ao processo identificatório. Para Freud, a empatia é um processo que permite entender o Eu estranho de outras pessoas.

Publicação Selfyi

Você sabe o que é Burnout?

A Síndrome de burnout é uma reação ao estresse, que pode atingir trabalhadores e estudantes independente de sua área de atuação profissional, gênero ou condições sociais.

A Síndrome de Burnout é considerada um fenômeno psicossocial constituído de três dimensões:


Exaustão emocional – Despersonalização e Baixo sentimento de realização profissional.

Está relacionada às percepções que temos de nós mesmos e do mundo.
A pessoa acometida da Síndrome de Burnout muitas vezes é uma pessoa muito rígida e por vezes severas consigo mesma.

Sintomatologia da Síndrome de Burnout (BALLONE, 2005).

Esgotamento emocional, com diminuição e perda de recursos emocionais, cansaço e mal-estar geral, irritabilidade, inquietude, dificuldade de concentração, baixa tolerância à frustração, comportamento paranóide e/ou agressivo para com clientes, companheiros, família, entre outros.

Tratamento da síndrome de burnout.

É recomendado acompanhamento Psicológico e a depender da gravidade dos sintomas é necessário avaliação Psiquiátrica, para analisar a necessidade de intervenção medicamentosa.
Além disso, recomenda-se mudanças de hábitos e estilo de vida.

É importante realizar atividades que promovam bem-estar como: atividades físicas, convívio com familiares, amigos, estabelecer pausas para descanso etc.

Publicação Selfyi

Quais os sintomas da ansiedade?

Sabemos que a ansiedade é um transtorno muito comum e que atinge milhões de pessoas em nosso país e, também no mundo inteiro.

De acordo com o site da Pfizer, em 2020, o Brasil se consolidou o país mais ansioso do mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), quase 20 milhões de brasileiros sofrem de ansiedade.

Esta pesquisa é recente, do ano passado e com a pandemia, os números de pessoas com ansiedade aumentou, algumas pessoas tiveram os seus sintomas agravados e outras, começaram a apresentar sintomas e buscar por atendimento psicológico.

A ansiedade é uma psicopatologia que apresenta muitos sintomas, sendo alguns deles:

Sintomas fisiológicos;
Sintomas cognitivos;
Sintomas comportamentais.

E os efeitos que ela apresenta no corpo físico a curto e médio prazo. A ansiedade é um mecanismo de defesa que nos acompanha em diversas situações de nossas vidas. Ela se torna patológica, ou seja, disfuncional quando não conseguimos administra-la, quando nos paralisa e no remete a pensamentos, emoções e comportamentos, reações fisiológicas de maneira negativa e/ou desadaptativa.

Por isso, é importante dar atenção aos sintomas e tratá-los para não evoluir para quadros mais graves.

Publicado por: Psicóloga Larissa Cunha Brondani

Terapia Cognitivo Comportamental no tratamento da ansiedade

A TCC consiste em um sistema de psicoterapia que se baseia na teoria na qual o modo como o indivíduo estrutura as suas experiências determina o modo como ele se sente e se comporta.
O tratamento pode começar identificando e questionando pensamentos automáticos, o que pode ser feito através da orientação do terapeuta para que o paciente avalie tais pensamentos, principalmente quando há uma excitação emocional durante a sessão.

A Psicoterapia Cognitivo Comportamental é estruturada, orientada para o presente, mas isso não significa que o profissional não investigue o passado do paciente, é direcionada a resolução de problemas e a modificação dos pensamentos, emoções e comportamentos disfuncionais.

Através da TCC, trabalhamos com o modelo cognitivo.

Situação atual + Pensamentos automáticos + Reações corporais, comportamentais e emocionais.

Crenças subjacentes e crenças nucleares.

Aaron Beck considerado o pai da TCC e um grande estudioso da TCC no tratamento da depressão e da ansiedade.
A TCC é muito eficaz no tratamento destas psicopatologias e traz benefícios ao paciente.

Referência: Intervenção cognitivo-comportamental em transtorno de ansiedade. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas.
Referência: Eficácia da terapia cognitivo-comportamental no transtorno de ansiedade generalizada. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas.

Publicado por: Psicóloga Larissa Cunha Brondani